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Microbiota e dor Visceral

Microbiota e seus compostos podem se associar a dor visceral

Microbiota e dor Visceral – A dor visceral se origina nos órgãos internos, por exemplo, bexiga, vulva, trato gastrointestinal e é sentida como dor abdominal difusa crônica ou desconforto abdominal. A dor visceral é observada frequentemente em pacientes com síndrome do intestino irritável (SII), cistite intersticial (síndrome da bexiga dolorosa) ou vulvodínia.

Muitos dos órgãos viscerais possuem comunicação com o exterior e são colonizados por microrganismos, principalmente bactérias, que compõe a microbiota. Estudos sugerem que metabólitos e componentes microbianos podem ativar receptores nas células do sistema neuronal e / ou imunológico e, portanto, podem desempenhar um papel causal na dor mediada por microrganismos.

O envolvimento do microbioma (bactérias, seus genes e metabólitos) na percepção de dor foi identificada inicialmente em estudos com animais “germ-free”. Pesquisas apontam que sem a presença de microbiota intestinal estes animais mostram sinais de dor que podem ser reduzidos ou aumentados em comparação à camundongos colonizados, pois a microbiota intestinal comensal parece ser necessária para a excitabilidade normal dos neurônios sensoriais do intestino.


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A hipersensibilidade a dor nestes animais livres de germes parece ser normalizada pela colonização com microbiota de camundongos convencionais após o nascimento. Em contrapartida, a introdução da microbiota intestinal de pacientes com SII em animais “germ-free” induziu hiperalgesia visceral.

Vários compostos microbianos são capazes de ativar neurônios sensoriais, que podem atuar de maneira direta (reconhecimento de bactérias ou metabólitos por receptores de reconhecimento de padrões) ou indireta (liberação de citocinas e mediadores pró-inflamatórios) e induzir dor.

Conhecer a composição da microbiota intestinal pode auxiliar na sua manipulação direcionada com a utilização de prebióticos e/ou probióticos, auxiliando no manejo da dor nestes pacientes que sofrem de dor visceral. Mais estudos são necessários para fornecer evidências mecanicistas para estes casos.

Referência

van Thiel IAM, Botschuijver S, de Jonge WJ, Seppen J. Painful interactions: Microbial compounds and visceral pain. Biochim Biophys Acta Mol Basis Dis. 2019 Oct 18:165534. doi: 10.1016/j.bbadis.2019.165534.


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