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Cúrcuma, Microbiota e Neuroproteção

Cúrcuma, Microbiota e Neuroproteção

A Cúrcuma, é um alimento rico em compostos bioativos como a curcumina, que assim como outros polifenóis da dieta, é conhecida pelo seu papel antioxidante capaz de neutralizar efeitos de danos tóxicos em diferentes tecidos.

Estudos recentes vêm demonstrando outras promissoras funções deste polifenol, como efeito neuroprotetor e modulador da microbiota intestinal. Neste sentido, a curcumina pode ser considerada para o manejo de doenças neurodegenerativas e neurológicas, em função de sua ação indireta no sistema nervoso central, através do “eixo microbiota-intestino-cérebro”.

Após administração oral, a cúrcuma apresenta maior digestão e absorção no intestino, onde por influência microbiana pode ter seus compostos transformados em metabólitos biologicamente ativos. A bioatividade da curcumina está relacionada não apenas à taxa de absorção, mas também ao seu metabolismo modulado pela microbiota intestinal (MI).

Em um eixo bidirecional, a curcumina é capaz de modular e ser metabolizada pela microbiota intestinal, afetando positivamente a riqueza, diversidade e composição microbiana.


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A disbiose intestinal (alteração prejudicial da microbiota intestinal) em pacientes, estimula o sistema imunológico inato pela microbiota, contribuindo para produção de placas β amiloides via resposta neuroinflamatória.

Estudos demonstram que a administração de curcumina altera de forma significativa a relação entre bactérias benéficas e patogênicas, aumentando a abundância de Bifidobacterias, Lactobacilos, consideradas marcadoras de saúde intestinal, e reduzindo as cargas de Prevotellaceae, Coriobacterales, Enterobacteria, Enterococci, Bacteroidaceae e Rikenellaceae, comunidades frequentemente associadas ao aparecimento de doenças neurodegenerativas.

Ao influenciar a composição da microbiota intestinal, permitindo o crescimento de espécies necessárias para manter as funções fisiológicas corretas do hospedeiro, a cúrcuma contribui para a redução do processo de disbiose nestes pacientes, sugerindo-se assim, um papel neuroprotetor ao composto.

Estudos adicionais, especialmente em humanos, são necessários para novas aplicações terapêuticas da curcumina baseadas na microbiota intestinal, de modo a contribuir para futuras intervenções terapêuticas em doenças neurodegenerativas.

Referênci
De Angelis et al. The Food-gut Human Axis: The Effects of Diet on Gut Microbiota and Metabolome. Current Medicinal Chemistry, 2019, 26, 3567-3583.
Rosato, V.; Guercio, V.; Bosetti, C.; Negri, E.; Serraino, D.; Giacosa, A.; Montella, M.; La Vecchia, C.; Tavani, A. Mediterranean diet and colorectal cancer risk: a pooled analysis of three Italian case-control studies. Br. J. Cancer, 2016, 115(7), 862-865
Bamia, C. et al. A. Mediterranean diet and colorectal cancer risk: results from a European cohort. Eur. J. Epidemiol., 2013.


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