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Trajetória de desenvolvimento da microbiota intestinal saudável

Disfunção gastrintestinal é frequentemente observada em pacientes críticos enfermos e associada a piores desfechos clínicos. Essas alterações referem-se ao comprometimento funcional do trato gastrintestinal, e incluem aumento da pressão intra-abdominal, infecções de perfusão mesentérica, distúrbios na motilidade e / ou absorção, comprometimento da integridade da mucosa e alterações no microbioma intestinal, além de outras consequências clínicas.

Alterações do microbioma estão associadas com muitos distúrbios observados durante a doença crítica. Essas mudanças podem ser causadas pela doença de base como por diferentes tratamentos aplicados na unidade de terapia intensiva (UTI), e ao modular o sistema imunológico podem prolongar a doença crítica. Microbioma se refere ao conjunto de bactérias comensais e patogênicas, archae, vírus e fungos, seus genes e produtos gênicos (proteínas e metabólitos), sua estrutura de comunidade (distribuição, diversidade e uniformidade) e as particularidades do ambiente em que residem.

NAntibióticos e outros medicamentos comumente utilizados na UTI modificam o microbioma intestinal. Bactérias endógenas podem agir de forma benéfica e melhorar a morbidade e mortalidade da doença aguda. No entanto, alterações do epitélio intestinal na doença crítica podem promover aumento de apoptose, permeabilidade e alterações do muco intestinal. Isto impõe agressões diretas ao microbioma intestinal, que reage com mudança na predominância de bactérias patológicas, aumento da virulência e resistência a antibióticos.


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Os pesquisadores avaliaram a MI por meio do sequenciamento do gene 16S rRNA, coletando amostras das crianças logo após o nascimento, aos 4 e 12 meses, e aos 3 e 5 anos de idade. A MI dos bebês aos 5 anos também foi comparada com a de suas mães e a MI de uma população sueca adulta sadia.

A transição para o ‘microbioma promotor de doença’, também conhecido como ‘patobioma’ relacionado à doença crítica, se associa a eventos pró-inflamatórios considerados como causa e consequência da síndrome de disfunção de múltiplos órgãos. As alterações da microbiota intestinal são reconhecidamente associadas a um profundo estado de imunossupressão e a risco aumentado de infecções bacterianas, falência de órgãos e morte. Mitigar essa disbiose pode representar uma abordagem promissora para melhorar o resultado do paciente na UTI. Nas infecções graves por C. difficile, o novo tratamento de substituição da microbiota intestinal, por meio de transplante de microbiota fecal, se mostrou eficaz em alguns estudos. No entanto, este tipo de intervenção ainda requer novos estudos para estabelecer protocolos padronizados.

Adiciona-se que o sistema gastrointestinal inclui interações complexas entre diferentes órgãos. Está bem estabelecida a importância da terapia de nutrição enteral no paciente crítico, mas sua implementação pode ser dificultosa. O uso de vasopressores e bloqueadores neuromusculares, bem como a necessidade do posicionamento em prona são fatores importantes que devem ser considerados para o manejo nutricional enteral. Além disso, a melhor compreensão das consequências de hipertensão intra-abdominal (HIA) e síndrome do compartimento abdominal (SCA) mudou radicalmente o entendimento da doença crítica. A HIA pode atenuar o fluxo sanguíneo esplâncnico e exacerbar o edema intestinal, e comprometer a implementação e tolerância da terapia de nutrição enteral, que por sua vez também impacta o perfil da microbiota intestinal.

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Referências:

de Waele JJ. Editorial: The gastrointestinal system in critical care: current insights and perspectives. Curr Opin Crit Care. 2021 Apr 1;27(2):139-140. doi: 10.1097/MCC.0000000000000807. PMID: 33405415.

Weiss, E., Arabi, Y.M. Focus on gastrointestinal system in critically ill patients. Intensive Care Med 46, 1749–1752 (2020). https://doi.org/10.1007/s00134-020-06128-w

Reintam Blaser, A., Preiser, JC., Fruhwald, S. et al. Gastrointestinal dysfunction in the critically ill: a systematic scoping review and research agenda proposed by the Section of Metabolism, Endocrinology and Nutrition of the European Society of Intensive Care Medicine. Crit Care 24, 224 (2020). https://doi.org/10.1186/s13054-020-02889-4


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