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Microbiota intestinal pode predizer doenças?

O microbioma humano consiste na totalidade de microrganismos que vivem em (e sobre) nosso corpo. Encontramos vírus, arqueia, protozoários e bactérias que compostas por um grande número de diferentes espécies, muitas delas ainda desconhecidas, constituem ecossistemas altamente complexos e diversos que interagem com o sistema hospedeiro.

Nós nos beneficiamos da presença de um microbioma saudável e em equilíbrio pelas interações com vários órgãos e sistemas. Particularmente as bactérias, comensais e simbióticas, são importantes na manutenção de nossa homeostase, ao contribuir para o desenvolvimento do sistema imunológico, proteger a integridade das barreiras mucosas, metabolizar compostos e produzir nutrientes e metabólitos que, de outra forma, não estariam disponíveis.

Os rápidos e seguros avanços na pesquisa científica permitem-nos conhecer os resultados da interação da microbiota intestinal com o corpo humano. Informações de alta qualidade estão acessíveis, o que permite maior aplicação da microbiota no setor de saúde humana. Por exemplo, estudos com inteligência artificial trazem evidências específicas de conexões entre microbiota intestinal e o sistema imunológico do hospedeiro, indicando que a microbiota intestinal pode contribuir para o desenvolvimento de doenças e também para predizer a resposta terapêutica de várias doenças.

A abundância relativa da espécie e os perfis de marcadores de nível de cepa bacteriana têm sido estudados por meio de sequenciamento genético do DNA microbiano. Apesar dos desafios envolvidos, muitas pesquisas já demonstram resultados promissores sobre interações entre microbiota intestinal e doenças como obesidade, cirrose hepática, hipertensão e doenças inflamatórias intestinais.

No caso da hipertensão arterial, por exemplo, observa-se na composição da microbiota intestinal que a diversidade alfa está mais baixa, que existe associação positiva significativa com a diversidade beta, e que o gênero Ruminiclostridium pode estar menos abundante.

No contexto da obesidade, a abundância de Blautia wexlerae, Bacteroides dorei e Ruminococcus gnavus pode predizer melhor resposta de perda de peso frente a intervenções nutricionais, enquanto o aumento da abundância de espécies como Oscillibacter, Ruminococcus bicirculans e espécies de Lachnospirales mostraram o efeito oposto.

Pacientes com cirrose hepática apresentam alteração do eixo intestino-fígado e diferenças na composição microbiana que são consideradas potenciais biomarcadores da progressão da doença. Aumento da abundância relativa de Proteobactérias Gram-negativas e diminuição de Firmicutes Gram-positivas ocorre à medida que a cirrose progride, e isto pode influenciar desfechos clínicos.

 


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Em resumo, a microbiota intestinal pode ser considerada importante preditor de desenvolvimento e progressão de doenças, além de influenciar a resposta terapêutica em diversos contextos. Faça o teste de sequenciamento genético e conheça a composição da sua microbiota intestinal! Acesse: www.bioma4me.com.br

Referências:

• Jie Z, Yu X, Liu Y, et al. The Baseline Gut Microbiota Directs Dieting-Induced Weight Loss Trajectories. Gastroenterology. 2021 May;160(6):2029-2042.e16.

• Louca, Panayiotis; Nogal, Ana; Wells, Philippa M, et al. Gut microbiome diversity and composition is associated with hypertension in women, Journal of Hypertension. 2021; v39(9):1810-6.

• Cox IJ, Idilman R, Fagan A, et al. Metabolomics and microbial composition increase insight into the impact of dietary differences in cirrhosis. Liver Int. 2020;40(2):416-427.

• Marcos-Zambrano LJ, Karaduzovic-Hadziabdic K, Loncar Turukalo T, et al. Applications of Machine Learning in Human Microbiome Studies: A Review on Feature Selection, Biomarker Identification, Disease Prediction and Treatment. Front Microbiol. 2021;12:634511. Published 2021 Feb 19. doi:10.3389/fmicb.2021.634511


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